Novidades e mudanças

Olá!

Há muito que não escrevo e decidi hoje deixar o medo da exposição de lado, enfrentar o dragão e escrever-vos!

Sim, é preciso coragem para nos expormos, mas também é verdade que assim que damos esse passo, o Universo responde de volta. Mostrar a nossa vulnerabilidade ao mundo (seja o mundo uma pessoa, duas pessoas ou muita gente!!!) é um ato de coragem!

E durante muito tempo andei a esconder-me. Hoje decidi partilhar convosco as minhas novidades!
Mudei-me para o Brasil! Sim, num movimento quase contrário, eu e o meu marido (esse gatxinho da foto :p) viemos para o Rio de Janeiro. Aqui tenho enfrentado grandes desafios, mas também tenho crescido. E mais que tudo, a conexão com Portugal é ainda maior!

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Tive a primeira experiência (a sério!!) de estar debaixo deste elemento poderosíssimo que é a água! Sentir a água da cachoeira foi incrível! Tenho me apercebido e usado o poder da água na minha vida, com consciência de que somos feitos de água! Nascemos de um útero cheio de água! Água são as nossas emoções e com a água aprendemos grandes lições.

Entendi que água é fluída, é vida, é transparência! Que ela nos ensina a fluir, passar ao lados dos obstáculos e a seguir até encontrar a imensidão do mar! Esse percurso da expansão da consciência!

A abundância que todos queremos mas que ainda pouco entendemos, é também ela um caminho de olhar para as nossas águas e para a grande Mãe (e/ou a nossa mãe).

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E falando da mãe, este mês é o mês da Mãe, é também o meu mês e é o Arquétipo que vamos trabalhar na próxima Benção Mundial do Útero!

E sinto que tenho estado no caminho para ‘casa’ voltando à minha essência, honrando a minha mãe e acima de tudo me conectando à Grande Mãe Natureza!

Como estamos no ano da Anciã, estou a respeitar o meu tempo e o meu ritmo, que devo dizer-vos está bem devagar! E que bom que é!!! SLOW MOTION!

 

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O que esperar de 2018?

O ano de 2018 será um ano 11 em termos numerológicos.

E o que podemos esperar de um ano 11?

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Um ano 11 vai requer muita coragem, tolerância e perseverança!

Será um ano em que os ideais estão mais presentes e a pressão desses ideais será sentida.

Será um ano de inspiração, mas também de incompreensão, podendo criar isolamento e frustração.

Recomendo por isso maior tolerância, que mantenham os vossos ideais vivos e em constante atuação, lutem pela realização deles com força e persistência!

Será de extrema importância que trabalhem e mantenham a vossa autoconfiança e autoestima, pois sem eles será difícil viver o desafio que este ano nos entrega.

É provável que se sintam obrigados a tomar decisões, a realizarem projetos e a liderar grupos.

Lembrem-se: não usem a impaciência nem a dominância, mas sim dominem a vossa tensão e ansiedade – usem o corpo sabiamente!

O sucesso vai depender exclusivamente da vossa capacidade em acreditar que qualquer limitação existente, poderá sempre ser ultrapassada!

Coragem, persistência e fé são as virtudes que deverás cultivar durante este ano.

Feliz 2018, em amor ❤

Tenho em mim todos os sonhos do Universo

Há dias em que me sinto assim, cheia de sonhos, como se não coubessem em mim, como se fosse o reflexo de tudo e de todos os que habitam no Universo.

E pensando bem, nem é tão difícil, pois no fundo todos queremos o mesmo. Amarmos e sermos amados.

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Aparentemente a receita do amor é fácil (ver acima), mas será que serve para todos?! Tenho as minhas dúvidas.

Quanto mais vou vivendo, quanto mais vou aprendendo, quanto mais observo, apercebo-me que estamos cá para aprender. Todas as experiências que vamos vivendo têm um propósito: APRENDIZAGEM. Porém o processo de aprendizagem não é igual para todos, pois depende muito do nosso contexto, das nossas aptidões, (auto)confiança, (auto)motivação entre tantos outros factores.

Este processo de aprendizagem está muitas vezes associado à escola, mas não estamos nós sempre a aprender? Acredito que sim, ou pelo menos temos essa oportunidade, quer queiramos a ver ou não.

Outra coisa que me tenho apercebido com o passar do tempo e com as mudanças que tenho vivido, é que os grandes desafios diários são os desafios relacionais. Passamos a maior parte do tempo a julgar os outros (é um fenómeno altamente humano) e escondemo-nos atrás dessa hiposcrisia de que temos a razão, que somos melhores e que os outros sim, estão errados, fazem coisas erradas e nos irritam. Ficamos num altar de perfeição, o qual não existe (pois caso existisse já cá não estariamos) a apontar o dedo, esquecendo-nos que 3 deles estão a apontar de volta para nós mesmos. O pior cego é aquele que não quer ver, não é assim que diz o tão sábio ditado popular?

Neste rodopio diário, de julgamentos, entramos em negação, escondendo em lugares altamente recôndidos tudo aquilo que nos pertence mas que não queremos ver. E neste processo todo de rejeição de nós mesmos, ou pelo menos de parte de nós mesmos, começam os grandes conflitos internos. De internos passam a externos e de pequenos passam a gigantes. E propagam-se como uma praga e afeta tudo e todos à nossa volta.

Ora o meu grande sonho, é que consigamos parar este processo, onde ele nasce: começar a olhar para dentro, para todos os recantos recôndidos e aceitá-los como parte nossa. Só assim poderemos fazer algo quanto a isso. É um processo longo e diria mesmo interminável, mas uma vez que começamos, nada será como antes e abrimos portas ao verdadeiro amor. A receita? Não me parece que haja uma, cada caso é um caso, mas uma coisa é certa, temos de querer ver, ser corajosos, fazer perguntas e aceitar  tudo aquilo que podemos encontrar no caminho. Tenho em mim todos os sonhos do Universo. Todos os seres se possam amar a si mesmos, se sintam grandiosos e espalhem AMOR. Sim, o ser humano tem esse poder, tal como o poder de fazer guerras diárias, também tem o poder de fazer o bem diariamente.

O bem traz o bem. Sejam generosos, somos todos parte deste Uni-verso. Todos queremos o mesmo, cada vez que tenhas o ímpeto de julgar alguém, pensa que esse ser, tal como tu, também quer ser amado. Veste a sua pele, e perceberás que no fundo, todos desejamos o mesmo. Amar e ser amado. Tenho em mim todos os sonhos do Universo. Namasté.

 

 

 

 

 

 

 

 

Ser alegre, ser triste

Como diz a música, “é melhor ser alegre que ser triste, a alegria é a melhor coisa que existe”… Mas como distinguiriamos a alegria, se não tivessemos experimentado a tristeza?

Sinto a tristeza que me escorre pela alma, mas é tão bom observá-la apenas, sem me identificar com ela, de um lugar de observador, de onde a tristeza apesar de existir não me pode afectar. E deste lugar de observadora, consigo sentir alegria de poder sentir a tristeza e lidar com ela de uma forma diferente da que a que estava habituada…

Ser observadora, estar neste lugar de paz, observando a alegria e a tristeza, traz-me uma tranquilidade enorme, invade-me uma sensação de pertença tão grande, que nada e tudo parecem ser o mesmo, que alegria, tristeza são o mesmo, que viver ou morrer fazem apenas parte deste Uni-verso de emoções, sensações, aprendizagens, vivências, experiências… Este mundo tão complexo e tão simples ao mesmo tempo…. estes paradoxos e utopias que me enchem a alma e o espírito, estas memórias gravadas na carne que me fazem lembrar da minha história, da nossa história, da história…

Ah felicidade, ainda bem que vives de mãos dadas à tristeza! Ah como tudo é tão efémero, como tudo é tão intenso, como em todos os segundos podemos mudar, crescer, evoluir…

Ah que bom que é viver neste mundo dos paradoxos, neste mistério da natureza, neste dom que é a VIDA! Ser alegre, ser triste…. integro-os em mim e mesmo assim não me definem….nada me pode definir, pois eu sou TUDO até virar pó!

Boneca de corda

Hoje encontrei um poema meu de quando tinha 10 anos…

É bom recordar a nossa essência de quando ainda tínhamos poucas formatações. Sempre adorei rimas, e hoje estou feliz por ter encontrado a “Boneca de Corda”.

Deixo aqui o desenho, e o poema que fiz escrito numa máquina de escrever…

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Dizia papá

Dizia mamã

Era pequenina

Mas não era anã.

 

Abria os olhos

Abria a boca

Ria às gargalhadas

Mas não era louca.

 

Comigo lanchava

Comigo dormia

Atenta escutava

Histórias que eu lia.

 

Vestia a preceito

Calçava com gosto

Movia com jeito

O seu lindo rosto.

 

Mantém-se até hoje

Sem rugas na cara

O tempo que foge

Só para ela pára.

 

Andava segura

Os passos bem certos

Olhar de ternura

Olhos muito abertos.

 

As horas da vida

Passam a correr

Boneca querida

Não queiras crescer…

 

Agora só dormes

Ninguém te acorda

Não ris e não comes

Boneca de corda.

 

Foi tudo a fugir

Os dias, as horas

Foi tudo a fingir?

Então porque choras?!…

 

 

 

A Mulher que perdeu a gravidade

Faz algum tempo que estou em busca da autenticidade… e no mundo que normalmente frequento é algo que fica um pouco esquecido…afinal de contas uma Mulher que se preze não deveria perder a gravidade…

Pois é, mas não é que perdi mesmo? E não é de agora!

Bom, mas vou explicar melhor. Quis experimentar umas aulas de interpretação e tive um professor com um ganda olho, o José Mateus, que escolheu um texto muito sugestivo para a minha “personagem”, o qual aparece já já de seguida! Ora leiam 😉

 

12695976_10153851214965185_771715862_n– Ai que maçada…que aborrecimento… Toda a minha vida vivi num iceberg mas depois roubaram-me a Via Láctea e desde aí nunca mais paguei a conta da gravidade. Comecei a cair. Já caio faz 32 anos. Os meus amigos desistiram de me procurar e há muito que não recebo cartas. Passo a vida nisto, a cair aos bocados e a medir quanto me faltará para aterrar. Pode ser que seja hoje…que maçada, tenho vindo a descolar-me de mim própria. Que chatice…Gostava imenso de reaver o meu corpo, mas tenho impressão que não sou a única a cair por estas bandas. É que tenho visto bocados que não são meus. Se calhar já nem me reconheço. Ai, isto apoquenta-me…não me agrada nada a ideia de estar assim tão descomposta, sem saia nem nada. Não me parece bem. Bom…segundo as minhas contas faltam-me 10 km até ao chão. Talvez chegue antes do meio dia e fique por lá para almoçar.-

 

Foi então que pensei neste texto e como me identifico tanto com ele, pois uma Mulher sem gravidade passa a vida no ar. Dispersa. A ver se se encontra, porém, encontra muitos bocados que não lhe pertecem! Sempre inquieta, à procura de saber mais de si, embora desconfortável por andar descomposta. Mas rapidamente se adapta à situação e sonha alto – aterrar! E já agora almoçar por lá! Tão fiel à minha persona!

Bom, adorei esta experiência, foi muito enriquecedora e agradeço ao José Mateus, aos meus colegas de “palco”, Toni, Inês e Miguel por terem partilhado este momento comigo. E só posso aconselhar o TEAR, um espaço magnífico com várias artes performativas, desde a dança ao teatro, ao canto, dança aérea… que propõe estas aulas a todos, sejam amadores ou atores/dançarinos/artistas! Descubram os vossos talentos – ou não – mas antes de mais, permitam-se a tentar!!!

 

 

Ensaio sobre a Adultização

 

Há cerca de um ano, iniciei o curso de transição interior com o José Soutelinho. Ele lançou um desafio, escrever um ensaio sobre o que seria a personalidade de um adulto maduro em operação… E segue aqui o meu ensaio…

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A personalidade de um adulto maduro em operação é tal que não se vende a

qualquer preço, não se deixa enganar, não se ilude com bonitas palavras, nem

dádivas caídas do céu. Um adulto maduro é aquele que se responsabiliza por tudo o

que lhe acontece, que não se vitimiza, que acredita que tudo tem um propósito na

vida, que se aqui anda, que daqui tirará alguma aprendizagem. Na sua relação com o

outro é aberto, não sente a necessidade de possuir a razão, o coração, a tesão. Ele dá

porque quer dar, não espera retorno – não é um estorvo!

Ele acredita que a sua existência traz algo ao mundo e se for maduro o suficiente,

tentará que esse algo seja belo ou então apenas singelo!

Na personalidade de um adulto maduro não há lugar para o ciúme, a ganância, a

luxúria, o queixume, a prepotência, a violência… No lugar mais profundo de uma

personalidade adulta está sim a leveza do Ser, a pureza dos sentimentos, a alegria de

viver, a força motriz e chama-se petiz…Isto porque na realidade tenho sérias dúvidas

que existam personalidades adultas tais como as que descrevi previamente. Mas a

realidade é minha e vem da minha vivência e dessa vivência o que mais vejo são

crianças vestidas de adultos (ao contrário dos escoteiros) muito seguras delas

próprias, muito julgadoras dos outros, muito superiores a qualquer outro adulto-criança

que exista no seu mundo!

E nessa personalidade adulta que dizem ser, não sabem sorrir com a pureza de uma

criança, mas fazem birras tal e qual uma! E nesse seu saber tão profundo de quem já

é adulto, refutam tudo com um episódio novelístico!

E assim andam por aí muitas personalidades adultas tão convictas da sua adultização

que tão pouco sabem ensinar, que tão pouco sabem dar, que tudo sabem, que nada

aceitam!

E voltando à minha ideia inicial de personalidade adulta fictícia, se todos chegassemos

a adultos com maior sentido de responsabilidade, com maior consciência, com maior

abertura e mantivéssemos a nossa pureza, talvez houvessem mais adultos-crianças

dispostos a se manterem apenas crianças…

Procuro-me, encontro-me e escolho-me

A vontade de comunicar nasce connosco, desde o nosso primeiro berro ao sair do ventre da mãe. Mas comunicar são tantas coisas, desde o que dizemos ao  que não dizemos, do que expressamos ao que não expressamos, do som ao silêncio…

Assim que nascemos mostramos o quão importante somos  num berro bem sonoro, no qual todos ficam a saber que chegámos a este mundo e com toda a vontade de o MUDAR! Mas com o passar do tempo, quando começamos a (de)crescer e todas as formatações sociais, culturais, temporais nos deixam cada vez menos nós mesmos, onde um lugar de autenticidade se transforma no lugar da vergonha, a nossa comunicação começa a ficar distorcida com a montanha de máscaras que usamos, cada qual na sua ocasião e tudo fica mais turvo, para nós e para os outros.

Deixámos de poder ser sinceros quando a dor nos magoa, deixámos de poder chorar porque chorar não é permitido aos adultos, deixámos de ouvir o nosso corpo, pois para ouvi-lo precisamos parar…e parar neste mundo acelerado está cada vez mais difícil.

Ao perceber que comunicar é para mim algo que preciso de aperfeiçoar, como tantas outras coisas, percebi que para melhor comunicar tenho de me procurar, encontrar e escolher-me! Escolher ser o ser autêntico, com tudo o que vem com essa autenticidade – cruel, doce, amarga, feliz, triste, revoltada, ansiosa, frustrada, entusiasmada, brilhante, (in)tolerante, imatura, responsável, … – e perceber que comunicar tem tantas outras coisas!

Esta semana numa aula de interpretação com o José Mateus percebi que só o simples acto de falar é muito mais complexo que a minha consciência poderia entender. Desde a respiração, às cordas vocais, à entoação dos graves e dos agudos, ao arranhar a voz e a vergonha escondida de TER VOZ, de poder ser OUVIDA e ser respeitada por isso!

Falar é só uma forma de poder comunicar. Comunicar é uma arte, chegar ao coração do outro é um dom. Permitir o outro ser quem ele quer ser é uma dádiva que podemos oferecer a outros, mas principalmente a nós mesmos!

Procurem-se, encontrem-se e escolham-se!

O Código D’Alma

A Numerologia ajudou-me a um melhor (auto)conhecimento humano de forma profunda, permitindo-me entender como poderia desenvolver os meus dons e ainda corrigir as minhas fragilidades. Mas especialmente, ensinou-me que posso colocar os meus dons ao serviço de todos aqueles que buscam saber mais e tornarem-se melhores seres.

Através da data de nascimento e do nome, a Numerologia permite identificar as energias que trazemos connosco na vida presente, as aprendizagens que foram e não foram feitas, através do que se chamam desafios e heranças kármicas, bem como a missão de vida. O Plano de Vida, que se pode ver no Mapa Numerológico, desvenda o percurso da vida da Alma presente .

O nome, que não nos é permitido escolher à nascença, traz uma determinada energia, facilitando ou dificultando a nossa missão.

O maior desafio está na integração da Alma com a Personalidade. A Numerologia pode ajudar a desenhar o percurso mais adequado, mostrando os pontos de conflito ou harmonia, tendo em conta o seu balanço kármico.

Os estudos numerológicos que desenvolvo consistem em três partes: o Código do Eu, o Código do Ego e a Integração da Alma com o Ego. A interpretação das heranças e desafios kármicos, os diferentes ciclos do Plano de Vida e o objetivo kármico fazem parte do código do Eu, o Número de Expressão, Número da Alma e Número da Imagem fazem parte do código do Ego, e o Número de Poder, Número de Stress e o Número Final fazem parte da Integração da Alma e Ego.